Plataforma Erasmus

Conhecer um país, novas pessoas e culturas enquanto completas o teu curso? Abraça o conceito Erasmus e vais de certeza sair a ganhar! Fica a saber um pouco mais sobre as universidades mais procuradas pelos alunos de Biológica.

Não percas também os testemunhos dos teus colegas que já passaram por estas universidades.

Se já foste de Erasmus e queres partilhar a tua experiência envia-nos um e-mail, toda a ajuda é bem-vinda!

 

Politecnico di Milano

O Politecnico di Milano é uma universidade científico-tecnológica que forma engenheiros, arquitetos e designers industriais. A universidade foca-se na qualidade e na inovação do seu ensino e investigação, desenvolvendo uma relação frutífera com o mundo empresarial através da investigação e transferência de tecnologia.
Na sua ótica, a investigação está sempre ligada ao ensino permitindo ao Politecnico di Milano atingir resultados de elevada qualidade a nível internacional bem como aproximá-lo do mundo empresarial. Desta forma, a investigação constitui um caminho paralelo para esse fim, cooperando e formando alianças com o sistema industrial.

Foi uma experiência muito enriquecedora. Do ponto de vista académico permitiu-me avaliar, comparar e beneficiar de uma escola diferente do Técnico. A qualidade do ensino no Politecnico é muito boa e os professores são muito acessíveis. O método de ensino é mais teórico, mas com uma abordagem mais objetiva e global das matérias. Senti uma grande proximidade entre a universidade e a indústria, que se revelou quer nas palestras quer nas visitas de estudo a que fui. A avaliação é toda por exames, o que me permitiu aproveitar muito bem a vida de Erasmus durante o semestre. Do ponto de vista pessoal foi também em grande: ganhei independência, vivi 5 meses numa cidade diferente, muito cosmopolita, com muito para oferecer em termos culturais e sociais, viajei muito em Itália e nos países vizinhos, contactei com outras culturas. Vivi com pessoas de onze nacionalidades diferentes e fiz grandes amigos. Experienciar estudar fora do país e ainda por cima numa faculdade com reputação foi sem dúvida um acréscimo a nível escolar e pessoal. Aconselho a 100% e fala comigo se tiveres dúvidas!

Madalena Beatriz

2018/2019

Norwegian University of Science and Technology

O objetivo da NTNU, Norwegian University of Science and Technology, é criar conhecimento para um mundo melhor e soluções que possam alterar o nosso dia-a-dia.
A NTNU é uma universidade com foco internacional, mas com sede em Trondheim e campus em Ålesund e Gjøvik. Tem como principal perfil a ciência e a tecnologia, mas também engloba uma grande variedade de programas de estudo profissional, incluindo as humanidades, ciências sociais, economia, medicina, ciências da saúde, ciência educacional, arquitetura, empreendedorismo e artes. A NTNU tem quatro principais áreas de investigação: sustentabilidade, energia, oceanos e saúde.

O ensino na NTNU é bastante bom, com professores empenhados e dedicados em tirar todas as dúvidas e explicar tudo para que todos os alunos percebessem os conteúdos, e estavam também disponíveis para esclarecimentos fora das aulas. As UCs estão todas bem descritas no website da NTNU, não havendo surpresas sobre os seus conteúdos e métodos de ensino, mas, no entanto, a UC que faz equivalência com DSCP foi bastante difícil, pois requer conhecimentos que não temos. Claro que é possível fazê-la, eu fiz, mas foi bastante difícil, sem dúvida a mais difícil de todas. Há vários projetos a muitas cadeiras, mas gostei de todos os que fiz. Há também bastantes trabalhos de casa semanais a praticamente todas as UCs, mas achei que me ajudaram bastante a acompanhar a matéria, apesar de algumas situações em que eram excecionalmente difíceis e trabalhosos. Chegar atrasado ao início das aulas envolveu algum esforço para acompanhar a matéria, não foi muito problemático. Os exames e testes pareceram-me ser do mesmo estilo que os nossos, mas bastante maiores (3 e 4 horas). A faculdade é excelente, com salas boas com equipamento bastante moderno, vários espaços para estudo e para descanso, muito agradável mesmo. A universidade tem uma organização de residências em vários locais pela cidade, a SIT, que foi sempre impecável em qualquer contacto necessário. As casas são boas, modernas, estando bem descritas no website das residências. Em todas as residências que vi as pessoas pareceram-me bem felizes com a sua casa/quarto (eu incluído). As únicas queixas que ouvi eram sobre a localização de algumas residências ser afastada do centro (lembro-me da Steinan, por exemplo), mas ainda assim pareceu-me melhor do que estar em quartos privados, pelas facilidades proporcionadas. Para quartos privados existem dois websites em que ainda procurei casa: hybel.no e finn.no, mas acabei por escolher uma das residências, para ficar com estudantes. Eu fiquei na Berg studentby, da qual tenho apenas a queixa de que, apesar de já saber isso, a casa não tinha mobília nem loiça. Foi necessária uma semana a mover coisas pela cidade, a pé e de autocarro, até estar bem instalado (vejam o finn.no e o Student's Market Trondheim no facebook para coisas em 2ª mão). Moholt é a maior e mais famosa residência, onde acontecem a maioria das atividades e festas. Toda a cidade está bem ligada por bons e frequentes autocarros, com o preço do passe de autocarro pouco abaixo dos 50 euros por mês. A comida que comprei nos supermercados sempre foi de boa qualidade, apesar de haver muito pouca variedade de produtos e ser tudo sempre muito caro e diferente. Um pacote de leite de 1.75L custa mais de 2 euros, comprar dos pães de forma mais baratos fica à volta de 3-4 euros, um café na universidade custa à volta de 3 euros (recomendo, portanto, um grande pacote de café solúvel e levar de casa), e a cerveja mais barata custa 2 euros por lata. De uma maneira geral fiquei com a ideia de que gastava o dobro do que se gasta em Portugal. A faculdade tem imensos estudantes de ERASMUS de todos os cursos, e tanto estrangeiros como noruegueses foram bastante simpáticos, mas por causa da diferença nos calendários académicos, perdemos a semana de acolhimento dos exchange students, o que dificultou a integração. Ainda assim, com trabalhos de grupo e intervalos entre as aulas, festas e roommates nas residências, viagens de grupo (por exemplo com a ESN), há imensas oportunidades de conhecer gente para fazer novos amigos. A faculdade também tem um grupo que disponibiliza, por exemplo durante um fim de semana, cabanas afastadas da cidade (Cabin Trips), isoladas em várias montanhas e florestas, bom para fazer com um grupo de amigos. Outra atividade que recomendo passa por outro grupo da universidade, a NTNUi, que aluga sem qualquer custo equipamento para acampar, fazer ski/snowboard, patinagem no gelo, etc. Bastava apanhar um autocarro e passei algumas manhãs a fazer cross-country ski. Recomendo imenso viajar, tanto de comboio como de autocarro, tendo preferido autocarro. A rede de expressos, vy.no, tem autocarros confortáveis e acessíveis para imensos sítios. Viajar de avião também é uma hipótese, pois a airline norueguesa tem desconto jovem.

Rafael Alves

2017/2018
Quando soube que tinha sido aceite na NTNU para Erasmus, a minha primeira reação não foi entusiasmo como seria de esperar, mas sim medo. Medo de estar sozinha a 4000 km de casa num país com uma realidade e cultura diferentes. Ainda assim, a vontade de ser independente e partir nesta aventura falou mais alto, fiz as malas e fui sem pensar uma segunda vez. Assim que aterrei uma onda de choque invadiu-me e só pensava “O que foste fazer à tua vida?” Eram 15h e estava completamente de noite, com uma sensação térmica de – 10 ºC, algo para o qual não estava psicologicamente preparada. Os primeiros dias não foram fácies, não vou mentir, nada ajudava, era o frio, a falta de luz solar, a quantidade de trabalho em atraso que tinha das cadeiras (na Noruega o 1º semestre começa no início de janeiro, mas como ainda tinha exames do IST fui quase 3 semanas depois do início das aulas) e as precoces saudades de casa. Mas os dias foram passando e, como Trondheim é uma cidade relativamente pequena onde tudo funciona bem, rapidamente aprendi os caminhos mais rápidos, o melhor supermercado onde ir, e andar (mais ou menos) decentemente na neve sem cair. Pouco tempo depois o meu humilde quarto na residência de estudantes já me parecia “casa”. Em relação à universidade, praticamente toda a gente fala inglês fluentemente, o que ajuda bastante na adaptação. As cadeiras têm uma carga de trabalho considerável durante o semestre porque quase todas têm assignments semanais obrigatórios, o que nos fazia ter de trabalhar mais durante a semana para ser possível aproveitar o fim de semana, mas nada que não se faça não se assustem! Por outro lado, achei os exames mais acessíveis comparados com os do IST. Uma pequena grande desvantagem deste país é o custo de vida. É realmente caro, desde bens alimentares, alojamentos, viagens e especialmente bebidas alcoólicas. Mas acreditem quando digo que vale cada cêntimo, e se forem para lá poupem antes para aproveitar e explorar tudo o que conseguirem, é um país com paisagens incríveis que me faltam palavras para descrever, onde nunca pensei estar e experienciar. Acho que quando se vive uma experiência destas, apercebemo-nos que a vida é muito mais que estudar e boas notas, é aproveitar os momentos. E mesmo sendo “uma mais valia” para o CV ter uma experiência internacional, o crescimento pessoal que advém é muito mais importante. Estar longe de casa numa altura em que se vivia uma pandemia mundial foi especialmente desafiante, mas não podia estar em melhor sítio. Só me resta dizer, chorei porque fui e chorei porque tive de voltar.

Rita Mão de Ferro

2019/2020
Olá! O meu nome é Teresa e fui para a NTNU em Trondheim (Noruega) no segundo semestre de 2019-2020. Cheguei lá três semanas depois de as aulas terem começado (porque no Técnico os exames acabam mais tarde do que o início das aulas lá e, para mais, estava a trabalhar). Por isso, as primeiras duas semanas depois de chegar foram intensas a recuperar trabalhos e fichas em atraso, mas o professores foram acessíveis, estenderam prazos e acolheram-nos bem porque sabem da disparidade de semestres. A partir daí as aulas foram mais fáceis de acompanhar (se bem que só percebi realmente alguma coisa quando comecei a estudar para os exames, como sempre). Os Noruegueses da nossa idade não são propriamente sociáveis - nunca te vão convidar para um copo ou integrar-te nos seus grupos de projeto - mas há sempre mais alunos internacionais desejosos de fazer amigos. Sobre os noruegueses só se consegue descobrir qualquer coisa quando estão com um copo a mais. Ir no segundo semestre significa chegar no Inverno. Na Noruega, Inverno é sinónimo de 4/5 horas de luz solar por dia e noite escura nas restantes. Um pouco exigente para quem é português e para quem o sol é importante. No entanto, é a melhor altura para ir passear ao Norte da Noruega (Tromso é famoso, mas mesmo em Trondheim) e ir em busca das míticas auroras boreais. Muita neve e as ruas e paisagens brancas e lindas (a neve só derrete lá para Maio). A discoteca local dos estudantes é ótima para as noites (que, para eles, começam às 21h) (se bem que, no meu semestre, fechou a meio por causa da covid). A cada dia que passa, o dia ganha seis minutos de luz e esta transição é impressionante. Consegue-se perceber que o dia seguinte é maior que o anterior. Vai-se convivendo, cantando, estudando, passeando, esquiando e o semestre vai passando. Em Maio veio a época de exames (é mais cedo, porque o semestre começa no início de Janeiro). Eu na altura, antes de me atirar aos livros, fui passar 4/5 dias a sul de Trondheim, numa RoadTrip com as minhas amigas para ver os famosos Fjords - foi espetacular. Estudámos cerca de três semanas, sempre com tempo para passear, jantar fora, uma festa ou outra (pequenina - covid), e os exames foram na última semana de Maio. Este é o melhor mês para Barbecues ao pé do fjord de Trondheim. Findos os exames, fui numa viagem com todos os amigos do mesmo edifício que eu na residência (covid - o meu grupo eram os vizinhos) até às ilhas Lofoten, onde vimos o sol da meia noite (já não há noite nesta altura no Norte da Noruega), fizemos grandes caminhadas (hikes) e grandes jantaradas. Voltei a Trondheim, fiz as malas, fui visitar o Trolltunga, Bergen e Oslo já só com dois amigos. De Oslo voei para Lisboa já no fim de Junho. A beleza daquele país é espetacular! Recomendo muito! A única coisa que mudava (mas não está ao nosso alcance) era ir mais cedo para começar o semestre bem e ir aos encontros e festas de boas-vindas dos alunos estrangeiros, mas isso não é possível por causa dos nossos exames tardios. Que isso não vos impeça mesmo de ir, porque tudo se faz e é incrível :)) Se tiverem alguma dúvida, liguem-me sem problema (+351 927713676), a não ser que estejam a ler isto em 2030 e eu já tenha 30 e tal anos (e não saibam o que foi a covid). Bom Erasmus!

Teresa Vieira

2019/2020

Université de Technologie Compiègne

A UTC é uma universidade Francesa e uma escola de engenharia que investe na formação e na pedagogia autónoma, bem como num programa interdisciplinar de investigação tecnológica muito inovador. A universidade forma graduados (engenheiros, mestres e doutores) capazes de balancear as interações da tecnologia com a humanidade e a sociedade em geral, e de evoluir num ambiente competitivo à escala mundial, com o objetivo de cumprir as normas de um desenvolvimento sustentável.
Os professores da UTC, investigadores e engenheiros dão importância à inovação, permitindo o surgimento de novo eixos subjacentes a esse conceito e introduzindo princípios de empreendedorismo no cerne das suas preocupações.

Olá! Em Compiègne tive a oportunidade de passar, sem dúvida, dos melhores momentos da minha vida! Sendo uma cidade pequena é muito fácil de comunicar e estar com toda a gente principalmente com outros estudantes internacionais o que tornou o nosso grupo muito unido. Posso dizer que passado tanto tempo ainda falo com muitos deles! Vida social: Existe um bar da universidade, mas que fecha cedo e no resto da cidade não existem muitos bares nem discotecas, mas isso não é impedimento! Na maior parte das vezes íamos para casa uns dos outros fazer a festa! Cuidado com o barulho! 😉 A distância a pé até à Universidade (UTC) é de 5 min e os autocarros são gratuitos! Há sempre alguém que quer e vai viajar e Paris é já ali ao lado (50 min de comboio). Existem também acessos fáceis e baratos de e para o aeroporto (Beauvais). Sem dúvida que a maior dificuldade que tive especialmente no início foi a língua visto que as aulas são em Francês. Para compensar, a universidade oferece um curso intensivo de Francês que ocorre no mês de agosto o qual eu definitivamente recomendo a quem for para a UTC. O lado positivo: Fica-se com mais uma língua no CV! Espero ter ajudado e qualquer dúvida ou questão por favor não hesitem! Desejo um ótimo ERASMUS na UTC!

Manuel Dias

2017/2018

Technical University of Denmark

Fundada em 1829, com a missão de criar valor para o benefício da sociedade, a DTU é uma universidade internacional de elite onde a educação, o aconselhamento científico e a inovação são sustentadas por uma base sólida de investigação à classe mundial.
A universidade está na vanguarda académica e multidisciplinar das ciências técnicas e naturais – com novas iniciativas em várias áreas exigentes da engenharia, incluindo a tecnologia da energia sustentável e a ciência da vida.

Erasmus sempre foi algo que quis fazer e a Dinamarca não podia ter sido melhor escolha. Foram 5 meses incríveis, uma das melhores experiências da minha vida. Adoro viajar, descobrir novas culturas e vivenciar outras realidades, distintas de Portugal. No início, confesso que estava nervosa e com receio - tudo era novo, sozinha noutro país completamente diferente do nosso... Mas rapidamente percebi que eram medos desnecessários. Logo na primeira semana, a semana de acolhimento, conheci pessoas que depressa se revelaram amigos e que levo comigo para a vida pois, com a ajuda deles, toda esta experiência se tornou mais fácil e inesquecível. Sobre a faculdade, posso dizer-vos que a única forma de percorrer o campus é com a ajuda de uma bicicleta (imaginem a dimensão). Então na segunda semana, aluguei uma para o resto do semestre. As instalações surpreenderam-me e muito pela positiva, dignas de um hotel de 5 estrelas, só mesmo visto para entender! Das cadeiras opcionais que fiz, a relacionada com imunologia foi a que mais gostei e que no IST não teria oportunidade de fazer. Confesso que nas obrigatórias, tive mais dificuldade uma vez que não estava à vontade com a matéria e o método que utilizavam. Ao longo do semestre, percebi que o mais importante era o trabalho em grupo (projetos, exercícios, etc.) e não tanto o decorar para o exame final. Notei também que, comparativamente a Portugal, existe muito menos pressão sobre os jovens no que toca ao começo e ao término do curso e essa realidade surpreendeu-me e agradou-me bastante. Em termos de país, adorei a Dinamarca, o ambiente tranquilo de Copenhaga, a forma organizada como se vive, o respeito pelo outro e pelos espaços. Também me agradou muito ver que a maioria das pessoas adota a bicicleta como principal meio de transporte, não só pelo meio ambiente, mas também pela atividade física. De facto, não é um país barato como já me tinham alertado. No entanto, tem aspetos positivos, como o acesso gratuito à saúde e à educação. Não gostei assim tanto do tempo de chuva e frio e dos dias cinzentos, mas por incrível que pareça consegui aproveitar os raros dias de sol. Esses eram muito bem passados na praia, com churrascos e muita música. No final do semestre, depois de terminar a parte académica, ganhei coragem, aluguei um carro e fui rumo a um novo país. Sozinha, 9 dias numa road trip pela Noruega e, apesar do receio que senti no início, acreditem que foi a melhor coisa que fiz! Paisagens de outro mundo, tudo merecia ser fotografado, recomendo e muito! Aconselho muito a experiência de Erasmus, é uma forma diferente de conhecer outros países, outras realidades, outras pessoas e, acima de tudo, de crescer. Sou suspeita, mas a Dinamarca é uma ótima opção!

Catarina Ventura

2018/2019
O meu nome é Leonor e fiz ERASMUS na Dinamarca no segundo semestre do 4º ano de curso. A universidade para que fui chama-se Danmarks Tekniske Universitet (DTU). A universidade tem ótimas instalações. Fica situada em Lyngby, uma vila localizada perto de Copenhaga e existem vários transportes que vos levam rapidamente à capital. Podem optar pelo autocarro, que demora cerca de 25 minutos, pelo comboio (onde podem levar a vossa bicicleta), ou pela bicicleta, que demora cerca de 40/45 minutos. O que costumava usar mais era o autocarro porque existe uma paragem mesmo no campus. Relativamente a alojamento vão ter a tarefa muito facilitada! A universidade tem muitas residências disponíveis e se se candidatarem a alguma há elevada probabilidade de ficarem colocados. Eles ainda têm um serviço a que podem recorrer e que vos ajuda a encontrar alojamento se não conseguirem lugar em nenhuma residência. Eu fiquei nos U2 apartments, uma residência bem recente que tem apartamentos individuais. Estava situada no campus da universidade o que facilitava muito as deslocações porque o campus não tem nada a ver com o Técnico. É bastante maior e na maior parte das vezes, tinha de usar a minha bicicleta para chegar às salas de aula! Na Dinamarca a bicicleta é um meio de transporte de eleição e existem várias empresas a que podem recorrer para fazer o aluguer da vossa bicicleta. Há também alunos que optam por comprar bicicletas em segunda mão e depois vendem-nas quando se vão embora. Eu optei por alugar uma, escolhi uma empresa muito conhecida chamada Swapfiets e o aluguer da minha bicicleta ficava a cerca de 25 € por mês. A associação de estudantes da universidade tem vários eventos organizados no início das aulas que têm como objeto juntar as pessoas de ERASMUS. Chama-se introduction week e eles têm organizadas várias atividades tanto no campus como em Copenhaga. Desde peddy-papers, jogos, noites de festa a um baile de encerramento, todas as atividades facilitam e muito a tarefa de conhecerem novas pessoas. A maior parte dos amigos que fiz conheci-os nesta primeira semana por isso aconselho vivamente a inscreverem-se. Relativamente às cadeiras, inscrevi-me a 4: Process Desing (10 créditos), que equivale a EBI II e a uma cadeira opcional; Optimising Plantwide Control (7,5 créditos), que equivale a Dinâmica de Sistemas e Controle de Projetos; e depois fiz duas cadeiras opcionais, General Medical Microbiology e Development and production of vaccines (ambas de 5 créditos). Como fiz todas as cadeiras opcionais na Dinamarca, no primeiro semestre do 5º ano ficaram apenas a faltar fazer as cadeiras de Engenharia de Células e Tecidos e Genómica Funcional e Bioinformática, que fiz ambas com o curso de Engenharia Biomédica. A DTU é uma universidade conhecida pela sua aposta nos trabalhos de grupo. Em todas as cadeiras que tive tinha um trabalho de grupo que tinha um peso significativo da nota final. Em termos de carga de trabalho, achei semelhante ao Técnico, mas como o ensino era mais prático senti que era mais fácil aprender sem ter de estudar tanto. Em conclusão gostei muito da minha experiência na DTU e recomendo vivamente a quem está a pensar fazer ERASMUS!

Leonor Garcia

2019/2020

KTH Royal Institute of Technology

Desde a sua fundação em 1827, o KTH Royal Institute of Technology em Estocolmo tem vindo a tornar-se uma das principais universidades técnicas e de engenharia da Europa, bem como uma referência de talento intelectual e inovação. É a maior instituição de investigação técnica e aprendizagem da Suécia e o lar de estudantes, investigadores e professores de todo o mundo dedicados ao avanço do conhecimento.

Para mim, fazer Erasmus na KTH em Estocolmo foi um período de grande crescimento pessoal, intelectual e uma aventura. Acho que são características omnipresentes em quase todas as experiências, independentemente do sítio. A Suécia para mim sempre teve um encanto especial, a começar pelo clima (só em Abril é que tens dias acima dos 10ºC, o que pode não ser muito apreciado por um mediterrâneo) pois queria viver num ambiente com neve mas também pelos fatores de vida excelentes que agrupam os países nórdicos. Ironicamente, no semestre que fui foi o Inverno mais quente de sempre, pelo que só houve 2 dias de neve! A KTH é a maior universidade técnica destes países, pelo que garanto que estarão bem acolhidos. Não só pela sua dimensão (às vezes demorava 15 minutos a ir para outra sala), como também pela qualidade do ensino (e da vida). Até têm um parque nacional colado à universidade! Em termos de acomodação, eu fiquei colocado mesmo nos apartamentos do campus e são praticamente novos, feitos em 2017. Outra coisa boa é que apenas estudantes internacionais os ocupam, pelo que há sempre imensa comunicação (e festas, quando se podia). As semanas de receção têm imensas atividades que junta todos os estudantes internacionais, Erasmus ou vindos da América, Ásia, Oceânia… conheci pessoas de todos os cantos. E da universidade ao centro de Estocolmo são apenas 15 minutos a pé! Os transportes são bastante caros quando comparando com Lisboa, pelo que se quiserem o passe pagaram o dobro ou mais que aqui. Em termos de refeições fora o mesmo, não existe refeitório, mas sim cafés e os pratos são no mínimo 8€… daí que 99% da faculdade está preenchida com micro-ondas. Quanto às cadeiras, a escola de Biotecnologia oferece imensas cadeiras que podes escolher como opcionais. O horário durante o semestre (dividido em dois períodos) é sempre diferente em cada semana, não sendo fixo, o que eu achei bastante bom. Dá-te uma maior flexibilidade, mas também cada semana só tem 2 ou 3 aulas. Sim, há BASTANTE tempo livre, quando comparado com o nosso amigo Técnico. Em termos de dificuldade, achei praticamente o mesmo. Só não gostei do facto dos projetos não terem nota, mas sim apenas Pass or Fail. A nota final é só mesmo a de exame. A cidade de Estocolmo é moderna, jovem e bastante plana. Vão precisar do semestre todo para descobrir os pequenos cantos, fazível a pé ou de bicicleta ou de metro, e podem-se aventurar pelas milhares de ilhas. Não se esqueçam de se aquecer com o Fika, café e rolo de canela, logo pela manhã! Nas férias ou pausas podem-se aventurar pelo resto do país ou arredores, um barco até aos países Bálticos, visitar Gotland, ir ver as northern lights e sentir -25ºC, etc. Praticamente toda a população fala inglês, pelo que comunicação não é problema. Aconselho ficarem até ao Midsommar se querem ver o sol a nascer às 3h! A noite passa a ser um termo relativo. Se quiserem saber mais ou precisarem de ajuda, não hesitem em falar comigo!

Guilherme Silva

2019/2020

École Polytechnique Fédérale de Lausanne

A EPFL é a universidade técnica mais cosmopolitana da Europa. Acolhe estudantes, professores e colaboradores de mais de 120 nacionalidades. A EPFL tem vocação Suíça e internacional, focando-se em três grandes missões: ensino, investigação e inovação.
A universidade colabora com uma importante rede de parceiros, incluindo outras universidades e faculdades, escolas secundárias e ginásios, indústria e economia, círculos políticos e a sociedade em geral, com o objetivo de ter impacto real na sociedade.

A possibilidade de fazer Erasmus sempre me atraiu, e os 6 meses que passei em Lausanne não ficaram aquém das expectativas, tendo-me esta cidade proporcionado uma estadia de 6 meses inesquecível, tanto a nível académico como pessoal. Em primeiro lugar, Lausanne tem uma grande comunidade de estudantes internacionais e, por esse motivo, há bastantes e diversificados eventos, havendo pelo menos um quase todas as semanas. Os eventos organizados pela ESN local incluem saídas à noite, atividades na neve, viagens a vários locais na Suíça, e até uma gala num barco no lago Léman que acontece todos os anos. No segundo semestre há também o festival Balélec na universidade, que é mais ou menos o equivalente do Arraial do Técnico, mas com 5 palcos e num campus 5 vezes maior. Adicionalmente, estando localizada na Europa Central, a poucas horas de viagem dos países vizinhos e ainda a menos horas de inúmeros locais que a Suíça tem para oferecer, Lausanne representa uma cidade ideal para uma experiência de Erasmus, proporcionando inúmeras opções para viajar ao longo do semestre. Em termos de clima, a Suíça tem o melhor de dois mundos, sendo possível ir à neve até cerca de abril e sendo possível ir à praia (a cidade situa-se na margem do lago Léman) mais ou menos a partir de Junho. Em relação à universidade, exige algum trabalho contínuo ao longo do semestre porque a maioria das cadeiras têm trabalhos frequentes, muitas vezes semanais, e algum trabalho na época de exames, porque a maioria das cadeiras é avaliada não só através dos trabalhos, mas também através de um exame final (que é mesmo só um e não dois como acontece no IST). É importante ter em atenção que a EPFL é uma universidade exigente, bastante mais do que o IST na minha opinião, e é importante manter em mente que é preciso trabalhar bastante para a maioria das cadeiras. Ainda assim, com um pouco de organização, é possível conciliar a vida académica na EPFL com as inúmeras coisas que há para fazer em Lausanne, o que na minha opinião vale totalmente o esforço. Recomendo bastante a participação numa experiência de mobilidade, especialmente em Lausanne, como este texto deve ter transmitido, e estou disponível para responder a qualquer dúvida que tenhas!

Hélder Tavares

2018/2019

Universiteit Gent

A UGent foi fundada em 1817 e é uma das principais universidades da Bélgica e das cem melhores universidades do mundo. É localizada em Flandres e é composta por 4 campus, incluindo um campus na Coreia do Sul. A língua oficial desta instituição é holandês, apesar de haver um número considerável de cursos em inglês. É reconhecida internacionalmente por ser líder em investigação científica.

Escolhi fazer Erasmus no grupo InBio porque procurava fazer a tese num laboratório onde pudesse explorar duas vertentes da engenharia biológica: manipular geneticamente microrganismos (neste caso, leveduras) e utilizar estes mesmo microrganismos para produzir produtos de interesse. O grupo InBio é forte nestas duas vertentes, porém, no curto espaço de tempo que é a tese, dificilmente será possível fazer ambas as coisas, pois o processo de manipulação genética é muito demorado e tem uma elevada tendência a falhar. Se pudesse voltar atrás, escolheria um tema mais focado na parte de produção à escala piloto, mas não deixaria de escolher o grupo InBio, nem tão-pouco a Universidade de Ghent. O primeiro porque é um grupo muito jovem, onde os alunos de doutoramento estão sempre dispostos a ajudar e onde tens a liberdade para fazer o teu próprio horário. Já a cidade de Ghent considero-a perfeita para fazer Erasmus porque está repleta de alunos internacionais de todas as partes do mundo. É uma cidade com um ambiente muito jovem e estudantil, onde nunca faltarão eventos para ocupares os teus tempos livres. Aconselho o alojamento nas residências, porque é onde a grande maioria dos estudantes internacionais fica, o que permite conhecer muita gente. Por último, é uma ótima localização para quem gosta de viajar – a rede de comboios do país funciona muito bem, por isso pude conhecer imensas cidades durante os fins de semana, e, por ser um país totalmente central na Europa, é possível viajar por FlixBus para muito países vizinhos a preços muito acessíveis.

Rita Marçal

Dissertação 2018/2019

UNIVERSITEIT ANTWERPEN

A Universidade de Antuérpia é uma das principiais universidades da Bélgica e é a 13ª melhor universidade do mundo com menos de 50 anos. Ela oferece mestrados, mestrados avançados e doutorados lecionados em inglês nas áreas de Ciências Econômicas, Imagem Molecular, Neurociências, Direito, Biologia Molecular, Física, Gestão Global e Gestão de Cadeia de Suprimentos. A Universidade recebe estudantes internacionais de 132 países de todas as partes do globo.

A minha experiência de Erasmus começou bem antes de entrar no avião. No 2º semestre do 5º ano tive a oportunidade de realizar a componente prática da minha dissertação de mestrado na University of Antwerp, na Bélgica, tendo esta aventura começado logo com o processo de candidatura no ano anterior. A quantidade de informações novas, documentos a entregar e prazos a cumprir foi, por vezes, um pouco stressante. Em relação à escolha das vagas, o facto de ir realizar a minha tese de mestrado durante o programa de Erasmus tornou todo o processo de escolha das universidades ainda mais difícil. Felizmente não faltavam boas universidades nos países para onde queria candidatar-me! Quando soube que tinha ficado numa das minhas primeiras opções comecei a enviar emails para os grupos de investigação associados à universidade e, no 1º semestre do 5º ano, obtive a confirmação de que poderia realizar a parte prática da tese num dos projetos que estavam a desenvolver. Depois disto foi só arranjar casa, escolher o voo e condensar 6 meses de estadia numa mala de 23 kg...! Relativamente à estadia em si, em geral, foi provavelmente o semestre onde mais me diverti e onde me senti mais realizado em termos de resultados. Antes de embarcar nesta aventura, tinha receio de não saber o suficiente para que o meu trabalho fosse reconhecido ou de não ter um inglês suficientemente fluente que me permitisse tanto comunicar durante o projeto como conhecer novas pessoas e fazer novas amizades. Contudo, passados os primeiros dias percebi logo que isso não iria ser um problema! Embora tenha aprendido imensas coisas novas ao longo do projeto, nunca senti que não tinha as ferramentas necessárias ou a capacidade para conseguir superar os obstáculos que foram surgindo, permitindo-me ganhar mais confiança no meu trabalho, o que para mim foi um dos aspetos mais enriquecedores desta experiência. Por outro lado, tive a oportunidade de conhecer e partilhar a minha estadia com pessoas incríveis. Conheci pessoas de diversas nacionalidades, culturas, gostos e áreas de estudo o que me obrigou a pensar e a ver outras perspetivas. E como estávamos todos no mesmo barco, foi super fácil criar ligações tão fortes e em tão pouco tempo! Havia quase sempre alguma coisa para fazer, algum sítio ou amigo de Erasmus para visitar ou algum final de tarde para aproveitar a fazer algo que não estaria a fazer caso não tivesse saído da minha zona de conforto. Jantares internacionais, convívios, passeios de bicicleta, aulas de culinária, ler, desporto universitário... Consegui fazer mais coisas em 6 meses de Erasmus do que em 5 anos de Técnico... Claro que também houve momentos em que as coisas não correram tão bem, alturas em que me senti sozinho e em que as saudades começaram a apertar mas tudo isso faz parte da experiência e ajudou-me a crescer a nível pessoal e profissional. Por isso, caso tenham a oportunidade, aconselho a qualquer pessoa a sair da sua zona de conforto e a aventurar-se no que irá ser, garantidamente, uma das experiências mais enriquecedoras de sempre!

Guilherme Fernandes

Dissertação 2018/2019

RWTH Aachen University

A RWTH Aachen University é uma universidade pública situada em Aachen e com mais de 45,000 estudantes inscritos em 154 programas de estudo, esta é a maior universidade técnica da Alemanha. Todos os anos, inúmeros estudantes internacionais e cientistas vêm para esta universidade para beneficiar dos seus cursos de alta qualidade e das suas excelentes infraestruturas, ambas reconhecidas a nível internacional. Nesta universidade, a engenharia  tem um foco especial nas ciências naturais e na medicina, para além de que as artes, ciências sociais e economia estão estruturalmente ligadas às disciplinas lecionadas por esta instituição, o que contribui significativamente para o seu perfil de ensino e investigação.

Quando pedia às pessoas que já tinham passado pela experiência de Erasmus para me dizerem como tinha sido, elas respondiam-me que é algo que não se explica, VIVE-SE! E é mesmo verdade, só quem passa pela experiência é que consegue perceber o quão gratificante é o Erasmus. Fiz Erasmus em 2015 durante o meu 5º ano na pequena vila estudantil de Aachen na RWTH Aachen University, na Alemanha. A minha experiência teve uma duração de seis meses, iniciando-se em Março e terminando em Agosto. Juntei-me ao Instituto de Engenharia de Processos AVT (Aachener Verfahrenstechnik - BioVT) para a realização da minha Tese de Mestrado sobre a "Caracterização analítica online da produção de 2,3-butanediol por Bacillus licheniformis DSM 8785". Gostei do ambiente de trabalho profissional na Alemanha, adaptei-me muito facilmente e pude melhorar ainda mais as minhas competências em pensamento analítico, resolução de problemas e gestão do tempo. Fui muito bem recebida, acolheram-me como se já me conhecessem e conseguiram pôr-me à vontade num ambiente totalmente desconhecido para mim. No fim, sentia que algumas das pessoas que conheci seriam amigos para a vida. E passados quase 6 anos só posso confirmar esta afirmação! Que saudades que tenho deles e de viajar. A Alemanha ficando no centro da Europa, tive a oportunidade de correr alguns países à volta e conhecer este país único. Atualmente devido às amizades criadas e ao início desta experiência já viajei por mais de 18 países e ainda serão muito mais brevemente. 😊 A minha experiência internacional deu-me a oportunidade de desenvolver as minhas capacidades de comunicação em inglês e alemão, de me adaptar a novos ambientes e diferenças culturais, de tomar iniciativas, e de correr riscos. Por fim, posso dizer que cumpri com todos os objetivos definidos e que esta experiência contribuiu muito para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Quem tiver oportunidade, vá fazer Erasmus, prometo que não se irão arrepender!

Elsa Requeixa

Dissertação 2014/2015

University of Twente

A Universidade de Twente localiza-se em Enschede, na Holanda, e é pioneira na fusão da tecnologia, da ciência e da engenharia com as ciências sociais para ter impacto na sociedade. Dedica-se sobretudo às áreas da medicina tecnológica, robótica, tecnologia da informação, negócios e políticas públicas, química e ciências da engenharia, observação terrestre, e ciências naturais e sociais.

O caráter transdisciplinar do ensino e da investigação que caracteriza a universidade abre muitas possibilidades para o surgimento de novas ideias e novos caminhos para o futuro.

Olá! Fui aceite na Holanda para realizar a tese de Mestrado, na Universidade de Twente (na cidade de Enschede) na Holanda, pelo programa Erasmus. A cidade é bastante pequena (vê-se tudo num dia) e diferente das restantes cidades da Holanda, por estar pertíssimo da fronteira com a Alemanha e, na verdade, a arquitetura tem muita influência alemã (a cidade não tem canais, ao contrário da maior parte das outras cidades do país). Enschede é uma cidade muito universitária, cheia de estudantes (diria que é muito parecida com Coimbra a nível de ambiente, mas um pouco mais pequena) e a Universidade de Twente é muito moderna, as instalações são todas super funcionais e com todas as comodidades necessárias, inclusive os laboratórios. Como está repleta de estudantes internacionais, é muito fácil fazer amigos. O centro está repleto de atividades para fazer, desde locais para ir sair à noite, cinema, escalada, salão de jogos, bowling, jardins para passear ou concertos ao ar livre. No campus também são organizadas imensas atividades e há clubes para praticamente tudo, como dança, teatro, debate ou até pub quizes semanais. Apesar de os holandeses não serem o povo mais afável (não são muito calorosos e disponíveis para fazer novos amigos como nós em Portugal), a multiculturalidade da cidade permite sempre fazer um bom grupo de amigos. Não fugindo à tradição, o meio de transporte preferido é a bicicleta (obrigatório arranjar uma) e a nível de custo de vida, não notei muita diferença entre Enschede e Lisboa. A nível de alimentação, os supermercados são ligeiramente mais caros, mas nada de exorbitante, e a nível de alojamento, é fácil arranjar um bom quarto, quer numa residência quer num apartamento particular, por exemplo com outros estudantes (que foi o meu caso, das melhores experiências partilhar casa com estudantes internacionais, aprende-se imenso sobre outras culturas e fazem-se amigos para a vida), com um orçamento inferior ou igual ao de Lisboa, dependendo do nível de conforto que se preferir. O sistema de transportes da Holanda é muito bom, com comboios, autocarros e metro disponíveis a todas as horas para todo o lado, é muito fácil viajar dentro da Holanda e para outros países, principalmente para a Alemanha (15 min de comboio). Cada viagem é cara, por isso aconselho o passe de transportes mensal ou o que permite viajar à borla aos fins-de-semana e que apenas se paga cerca de 36€ por mês (adquiri este, ao final de duas viagens já se paga o investimento e viajei por toda a Holanda).

Beatriz Gamelas

2019/2020

BOKU - University of Natural Resources and Life Sciences

BOKU é uma universidade em Viena, Áustria, que se foca em áreas como a ciência, a tecnologia e a economia, sendo uma das universidades europeias mais sustentáveis e tendo como objetivo aproximar os alunos e a ciência dos intervenientes na economia e na política para o desenvolvimento sustentável da sociedade, integrando estes processos em todos os domínios da mesma. Desta forma, nas suas investigações, esta universidade procura arranjar soluções para garantir a conservação e o desenvolvimento da economia de mercado, a gestão de recursos naturais e a proteção da alimentação e da saúde.

Durante o meu percurso no curso de MEBiol do IST, o meu interesse pela área de biotecnologia direcionada para a saúde foi crescendo, motivando-me a escolher um tópico relacionado com bioengenharia de células estaminais para realizar a minha dissertação. Decidi fazer Erasmus no grupo de investigação Kasper, que explora métodos para otimizar o isolamento/expansão/diferenciação de células estaminais, por exemplo através de culturas em plataformas 3D ou cultivo em biorreatores. O grupo Kasper é pequeno e jovem (na minha altura tinham dois post-docs e uma aluna de doutoramento responsáveis por orientar dois alunos de mestrado, eu inclusivé, e mais dois alunos de bacharelato), proporcionando um excelente ambiente de trabalho. Por vezes fazíamos retiros de grupo, como ir esquiar a Stuhleck, ou fazer tiro ao arco no meio do bosque (em animais de borracha). O campus de BOKU, que contém o Departamento de Bioecnologia, é recente e os laboratórios são impecáveis, e em ótimas condições. Os andares com escritórios têm grandes salas de convívio onde se pode cozinhar e fazer ‘almoçaradas’ com o grupo, a típica “pesto-pasta”. Uma das salas até tinha um piano de cauda!! Isto só mesmo em Viena... Viena é de facto uma cidade linda e extremamente rica do ponto de vista cultural e de arquitetura. Quando cheguei em fevereiro estava fresquinho (0-5 °C), mas em julho/agosto fez verdadeiro calor. O transporte público é de qualidade e bem organizado. O passe semestral para alunos (75€/semestre) inclui autocarro, metro e bahn, mas bicicleta e trotinete são também formas muito populares de deslocação. Os serviços admnistrativos são também muito eficentes, a maioria funciona por marcação, sem atrasos nem filas de espera. Em relação ao alojamento, o site da BOKU recomenda várias residências de estudantes (e.g. base19; home4students, OeAD, Wihast, etc.); eu fiquei numa residência da home4students. Relativamente a alimentação, os preços são parecidos aos portugueses, exceto peixe e carne, que são mais caros; e peixe fresco só se encontra no mercado. Talvez onde tive mais dificuldade em adaptar-me foi o facto do supermercado e muitos restaurantes fecharem ao domingo e feriados (bem como em muitos outros países europeus para aqueles lados). Por falar em outros países, facilmente se visita países circundantes via FlixBus ou comboio; aproveitei para visitar outros locais dentro da Áustria, e também Eslováquia e sul da Polónia, sempre de comboio. A experiência Erasmus permitiu-me crescer a nível pessoal e de carreira. Obrigou-me a sair da zona de conforto ao viver fora do meu país de origem, e ter de me adaptar a uma nova realidade. Trabalhar num grupo de investigação com uma cultura diferente contribui não só para aumentar o meu networking na comunidade científica, mas também para partilhar pontos de vista distintos que beneficiaram a resolução de problemas. Estou disponível para responder a qualquer dúvida/questão que possa surgir acerca da minha experiência Erasmus em BOKU (Viena). Bom Erasmus!!

Margarida Queluz

2018/2019

Instituto Tecnológico de Buenos Aires - Argentina

Fiz intercâmbio no primeiro semestre de 2019/20 e decidi ir para a Argentina pois queria algo fora da Europa, um choque cultural um pouco mais forte e a América latina em especial sempre me atraiu. O intercâmbio foi feito no âmbito do programa SMILE onde um aluno de cada curso ganhava uma bolsa Santander de cerca de 2 300€. O semestre começou no início de Agosto e terminou no início de Dezembro. Antes de ir aconselharam-me a não fazer contrato de arrendamento de habitação antes de lá chegar pois poderia parecer uma coisa nas fotos e depois na realidade ser numa zona pouco aconselhável ou desiludir de outra forma. Aconselho a ficar num Airbnb nas primeiras semanas e nunca marcar casa sem ir visitar primeiro. Não existem residências de Estudantes e todos os estudantes dividem casas, os preços são similares aos de Lisboa. Aconselho também a a fazer o cartão internacional do Santander que permite levantar dinheiro sem taxas em qualquer balcão Santander. Buenos Aires é uma cidade com cerca de 20 M de habitantes e é uma energia completamente diferente do que estamos habituados em Portugal sempre a fervilhar de eventos, festas e pessoas de todos os tipos! A rede de transportes públicos funciona muito bem, têm um cartão chamado SUBE que funciona no metro, autocarros e até alguns comboios que funciona apenas com zapping, não existem passes, cada viagem custa cerca de 30 cêntimos. A universidade, o ITBA, é privada e funciona com uma dinâmica muito próxima entre professores e alunos. Cada aula tem cerca de 30 alunos e há muita comunicação entre todos (principalmente sempre a partilharem mate), sempre em Castelhano. A faculdade é na zona de Puerto Madero (mais moderna e desenvolvida de Bs As), perto do rio e de uma reserva natural onde podemos ir passear. O ITBA tem também um roof top com uma mesa de ping pong para podermos apreciar a vista. Fiz 4 cadeiras, Organización Estratégica = GPO, Gestión Ambiental = TA, Comunicación Estratégica = Opção II e Teoria de la Decisión = Opção III, Tinha aulas apenas dois dias por semana de tarde. Quando voltei em Janeiro ainda tive oportunidade de fazer EBI por exame mas decidi não o fazer por opção. Quanto à avaliação, os professores são bastante exigentes porque a faculdade tem fama de ser de excelência e das melhores da América do Sul, ainda assim consegui ter uma média de 15 valores nas quatro cadeiras que fiz. Outra faceta bastante positiva sobre viver em Bs As é que as saídas nos bares, as refeições nos restaurantes e os táxis/ubers são substancialmente mais baratos, nota para o Glovo que permite comer por 2,5€ e para os bares secretos temáticos que existem pela cidade que podemos descobrir um por um com noites inesquecíveis. De resto o custo de vida é muito semelhante com o de Portugal sendo que os supermercados são ligeiramente mais caros, principalmente no peixe que é quase inexistente. Por oposição, a carne é super barata e, obviamente, de ótima qualidade. A moeda é o peso Argentino e quando lá estive, a Argentina passava uma fase de crise que tinha como consequência uma inflação elevadíssima. Quando cheguei, em julho, o  câmbio estava a 1€=47$ e em outubro chegou a 1€=65$. Viver com esta inflação foi um desafio que mostra a forma de os Argentinos viverem, cada dia de cada vez. Apesar de ser uma megacidade na América do Sul, é bastante seguro, nos bairros certos (principalmente Palermo e Recoleta), mas é sempre necessário ter algum cuidado extra, principalmente perto das estradas onde passam as motas, nos bares e nos transportes públicos. O trânsito é super caótico (100% dos argentinos chumbavam no código) e os carros NUNCA param nas passadeiras. Todas as pessoas se cumprimentam com um beijinho, até entre homens (pré covid, obviamente...). O clima é semelhante ao de Lisboa apenas mais húmido e com mais chuva no verão. Os argentinos têm uma cultura muito semelhante à nossa, talvez com uma personalidade um pouco mais aberta! Fiz grandes amigos durante o semestre, tanto de lá como de muitas outras nacionalidades. Viajei bastante pela Argentina e posso dizer que é um país diverso com as mais lindas paisagens que já vi, desde a maravilha do mundo que é a Foz do Iguaçú ao Norte, passando pelas pampas e terminando na maravilhosa Patagónia ao Sul. No fim do semestre é comum fazer-se também um mochilão pelos restantes países da América do Sul que, apesar de não ter feito, garanto que é uma experiência que marca a vida de qualquer pessoa. Gracias e qualquer dúvida ou dica extra que precisem, podem perguntar! (:

José Pedro Fragoso

2019/2020

NIZO Food Research - Ede, Holanda

Sou a Beatriz e terminei o curso Engenharia Biológica no início de 2021, depois de ter feito a parte experimental da minha tese na NIZO Food Research, uma empresa de tecnologia alimentar em Ede, nos Países Baixos. Não foi a “típica” experiência de Erasmus, Ede é uma cidade pequena (e das poucas sem canais naquele país), sem vida estudantil e sem muito para fazer. No entanto tive a sorte de ter um pequeno mas incrível grupo de pessoas que me acompanharam naqueles meses e por isso, mesmo com uma pandemia pelo meio, não deixa de ser um período que agora ao olhar para trás recordo com carinho. É engraçado como um país que não fica assim tão longe consegue ter hábitos tão diferentes. Jantares às 18:30h, sandes e comidas frias, mais bicicletas do que pessoas. Foi também durante estes meses que dei verdadeiro valor aos fins de semana, não havia um único em que não entrasse num comboio ao final do dia de sexta, rumo à casa de algum amigo na outra ponta do país! Domingo à noite estava de volta e já a planear o próximo. Acho que sem dúvida o ter tido amigos que também estavam a fazer a tese espalhados pelo país foi das melhores coisas desta experiência, as histórias e as memórias são insubstituíveis. Completamente satisfeita de ter escolhido os Países Baixos como “casa” para a minha experiência de Erasmus, apesar da língua estranha, fui muito bem recebida e conheci pessoas que levarei comigo por muito tempo. Este tempo foi sem dúvida de adaptação, de sair da zona de conforto, de ir ter ao café depois do trabalho, mesmo quando a vontade é só ficar a dormir no sofá. Dormir pouco, aproveitar todos os momentos, porque se quando saímos de Portugal, uns quantos meses parecem muito tempo, quando regressamos vemos que passou a voar!

Beatriz Jubert de Almeida

Dissertação 2019/2020

Intercâmbio - Tsinghua University, China

Todos os verões, a Tsinghua University (melhor universidade da Ásia para engenharia!) organiza o programa Experiencing China, de duas semanas, em que acolhe alunos de todo o mundo e dá a conhecer a China de um ponto de vista social, económico e científico e vale 2 ECTS. Alunos das melhores universidades do mundo são selecionados (rácio de 1 para 7 geralmente) e é-lhes atribuída uma bolsa de estudos de duas semanas que cobre alojamento (quarto individual com WC), alimentação e estudos, apesar do país ser muito barato. Esta candidatura/escolha pode ser feita através da faculdade de origem (o Técnico tem duas vagas reservadas, mas poucas candidaturas) ou individualmente. No meu caso, decidi candidatar-me individualmente.   Dentro do programa candidatamo-nos a “tracks” que variam desde tecnologia e industria até arquitetura, educação e estudos de género. No meu caso, escolhi a track de Creative Cities, que se dedica a estudar como podemos fazer uma cidade evoluir de forma a fomentar a felicidade, produtividade e creatividade (super biológica, eu sei...). Todos estes programas têm imensas visitas de estudo a sítios relevantes da track e aulas/workshops. Nos fins de semana, a universidade organiza visitas turísticas à cidade e à Grande Muralha da China.   Tenho a dizer que foi o melhor mês (e o mais quente) da minha vida. Se acham que o Técnico é grande, nem imaginam a Tsinghua. Todas as manhãs, caminhávamos 30 min para atravessar meio campus para as aulas. Ao final da tarde, mais meia hora para ir às compras num dos vários centros comerciais do campus, mais meia hora para ir beber bubble tea e outra meia hora para visitar um dos muitos templos do campus. Conheci pessoas de todos os cantos do mundo e formei amizades tão fortes e improváveis que ainda hoje marcamos viagens entre as nossas cidades e países natais para nos vermos. Experimentei de tudo, vi de tudo e comi de tudo!   Aproveitávamos todos os momentos livres para conhecer Pequim. Durante o dia visitávamos todos os pontos turísticos (e instagramable) da cidade e durante a noite deixávamos tudo nas discotecas mais intensas que alguma vez irão conhecer. As discotecas em Pequim são para milionários, mas o facto de termos uma aparência ocidental significa entrada grátis e garantida, com direito a tratamento VIP durante toda a noite! A população chinesa não está muito habituada a ter contacto com população ocidental, por isso um cabelo mais diferente, cor de pele mais escura ou um estilo menos normativo é considerado meio exótico e resulta sempre em selfies. Imaginem um rapazinho gigante, loiro, de óculos redondos e meias coloridas... 500 selfies por dia!   Depois destas duas semanas incríveis, pus a mala às costas e passei as duas semanas seguintes a visitar o resto da China sozinho. Visitei pequenas aldeias no deserto, a cidade da Mulan, natureza incrível, a herança portuguesa em Macau e a cidade mais cosmopolita do mundo, Hong Kong. Mas nem tudo foi um mar de rosas... A barreira linguística é um entrave enorme que exigia que fizesse bastantes (e ridículos) teatros, desenhos etc, fui confrontado com um furacão em Macau e com os protestos violentos de independência em Hong Kong. Mesmo assim, repetia sem qualquer sombra de dúvida toda esta experiência e recomendo muito muito muito! Cresci imenso e conheci um estilo de vida diferente do que estava habituado e isso não tem preço 🙂    

Miguel Mata

Intercâmbio 2019